3 de Fevereiro de 2009

Inéditos

O próximo artigo será publicado dia 8 de Fevereiro (Domingo).

1 comentários:

Anónimo disse...

Um dos maiores 'monólitos' estava plantado junto à casa do Albino Marchante (esta casa, é aquela que recebeu a visita inesperada do Barinho e que, estranhamente, não recebe a atenção da Protecção Cívil). Era parcómetro de muito asinino e muar veículos. Cilíndrico, teria uns 70 cm de diâmetro e cerca de 80 cm de altura, tendo na face superior orgulhosa argola de ferro para amarrar o burro, enquanto o dono se preparava para o correr na tasca do Ti Albino. Era, de tempos a tempos, acompanhada pelo crescimento de uma figueira que teimosamente resistia ao fio da tesoura de poda.
Eram muitos os clientes, com relevância especial para os moleiros dos fundos de Aguiar de Sousa, que faziam transportar nos dorsos da bestas fartas taleigas de farinha.
Mais abaixo, na casa do Barco (outrora propriedade do Snr Antonino Carvalho, dono também da quinta Seca), lá estava mais uma argola. Esta era solteira. E mais abaixo, poucos metros, mais uma na entrada para a Nazaré Figueira. Junto à casa do Teixeira (Francisco Ferreira), se a memória não me trai, havia também lá uma peia.
Agora que a mulas já não se arrastam estrada acima, que necessário seria voltar a colocar no largo da Costa, e em mais abundância, os fálicos objectos. Se a convivência com os bichos antigos até era, de alguma forma, agradável, hoje não posso dizer o mesmo dos cavalos que invadem um espaço que é nosso - passeios - e que conspurcam o terreno sagrado do templo.