Hino do Vasco da Gama F. C. R.
«Lá vão elas / Com a mesma animação /
As velhinhas caravelas / Vão dar glória à Nação»
A canção original e que serviu de base à criação do hino foi o popular “Fado das Caravelas”. A autoria da letra (versão adaptada) tem a assinatura de António Lobo e fora escrita por volta do ano de 1947[1]. Apesar de ainda não nos ter sido possível chegar até esse registo, deixamos aqui a informação de que a interpretação deste tema foi inclusivamente gravada em disco (vinil) de que parece ainda haver, pelo menos, uma cópia. Há, pois, quem ainda se recorde de o ouvir nos altifalantes do popular Carrossel de Bicicletas, no lugar Várzea (“Sr. Joaquim do Carrossel”) de que já falámos no último capítulo da nossa obra[2].
I
Fazem-se ao mar novamente
As velhinhas caravelas
Vasco da Gama contente
Vê tanta glória nelas
Apesar da marinhagem
Ser uns novos portugueses
Ainda são a sua imagem
Não têm medo aos revezes
II
Ainda é seu comandante
A quem todos obedecem
Da Ordem ele era amante
E à mesma Ordem se aquecem
E assim vão caminhando
Guia-os a mesma luz
Todos no peito levando
O símbolo da fé: a cruz
Coro
Lá vão elas
Com a mesma animação
As velhinhas caravelas
Vão dar glória à Nação
E os navegantes
Querem conquistar a fama
A mesma d’antes
Que teve Vasco da Gama
III
A partida foi outrora
De terra de tanta beleza
Mas a nau partiu agora
De uma aldeia portuguesa
Onde há portugueses de lei
Batalhadores como dantes
Essa aldeia é Recarei
Que do Vasco são amantes
IV
As vermelhas camisolas
Com a cruz branca ao centro
Batem-se em jogo de bolas
Com correcção e talento
Sobre o mar ou sobre a terra
Não hesitam combater
Não têm medo da guerra
Não sabem o que é temer
Coro
Lá vão elas…
V
Mesmo em luta desigual
São uns valentes guerreiros
P’ra eles não há igual
Basta serem marinheiros
Manda o seu comandante
Que não devem recuar
O caminho é p’ra diante
Para a frente é que é marchar
Coro
Lá vão elas…Fazem-se ao mar novamente
As velhinhas caravelas
Vasco da Gama contente
Vê tanta glória nelas
Apesar da marinhagem
Ser uns novos portugueses
Ainda são a sua imagem
Não têm medo aos revezes
II
Ainda é seu comandante
A quem todos obedecem
Da Ordem ele era amante
E à mesma Ordem se aquecem
E assim vão caminhando
Guia-os a mesma luz
Todos no peito levando
O símbolo da fé: a cruz
Coro
Lá vão elas
Com a mesma animação
As velhinhas caravelas
Vão dar glória à Nação
E os navegantes
Querem conquistar a fama
A mesma d’antes
Que teve Vasco da Gama
III
A partida foi outrora
De terra de tanta beleza
Mas a nau partiu agora
De uma aldeia portuguesa
Onde há portugueses de lei
Batalhadores como dantes
Essa aldeia é Recarei
Que do Vasco são amantes
IV
As vermelhas camisolas
Com a cruz branca ao centro
Batem-se em jogo de bolas
Com correcção e talento
Sobre o mar ou sobre a terra
Não hesitam combater
Não têm medo da guerra
Não sabem o que é temer
Coro
Lá vão elas…
V
Mesmo em luta desigual
São uns valentes guerreiros
P’ra eles não há igual
Basta serem marinheiros
Manda o seu comandante
Que não devem recuar
O caminho é p’ra diante
Para a frente é que é marchar
Coro
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[1] Com base na data constante dos panfletos do hino do Vasco da Gama (27 de Março de 1947).
[2] Villa Recaredi, Pág. 209.

2 comentários:
É com agrado que vejo neste blog ser dada relevância a temas que tendem a ser esquecidos e até marginalizados, querendo também demonstrar a minha admiração pela forma séria, conhecedora e completa com que são apresentados.
Também queria deixar blog do Vasco da Gama : vascodagamarecarei.blogspot.com
maria jose lobo:
Foi grande satisfaçao k registei k neste blog esta uma grande homenagem a um grande homem Antonio Lobo(Antonio Moreira das Neves Lobo) meu avo paterno um verdadeiro amante do Vasco da Gama e de Recarei.Muito obrigado
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